29 de abril de 2006

budismo

mentalizo a ação do não viver.
mentalizo o meu viver.

saio de ti.
vou pra mim.
sonho contigo, sigo assim.
e quem sabe agora, vou entender porque o mundo não é só você.

aqui canto o dia em que vai chover.

delicadamente bruta

sigo na conduta
sempre na escuta
piro que sou isso
e sou bruta

delicadamente deliciosa
sinto medo de rosa
e segurança diante de um detento

a arte
a vida no alfinete

a esperança na morte

o cinema

a sétima e primeira arte

alarde

o psi.
o psi.

toda a terapia do tempo do ser humano.
 toda a transfusão mental de sangue vital: a ideia.

toda a epopeia.

assim...

delicadamente bruta.

cientificamente espiritual.

analogicamente digital.

2 de abril de 2006

existo
logo peso cheiro choro vejo rogo peço durmo

ex isto
ex aquilo
logo mudo páro e piro e pairo e estudo
ex tudo

existo



a insistência da existência

23 de fevereiro de 2006

Escrevo muito
Escrevo nada
Escrevo e penso
No que pensava
E então escrevo
Igual
Penso de novo...
Parece enterro...
Sento e escrevo.

Escrevo de medos
secretos
segredos
escrevo à ti
à mim
extasiada

..........................

Auto-palavras.
respiro por letras,
por fatos,
por símbolos.
Exorciso no texto
tudo aquilo que é intruso
nos atos-pedaços-pessoas
da minha peça de teatro.

escrevo aqui
ali
como como.
i am what i see.

i am what i reflect in every single thing

i am that




i am what i see in the mirror of things
O QUE É SÉRIO PRA UNS NÃO É SÉRIO PARA OUTROS; OS DETALHES PODEM SER PLANETAS, E OS PLANETAS PODEM SER DETALHES - OS DETALHES NÃO SÃO SÓ DETALHES.


O DIABO MORA NOS DETALHES.