18 de junho de 2006

corria o mundo inteiro para todos os lados toda rosa dos
ventos

voava sobre os próprios pés tropeçava nos próprios sonhos em transe mental
e físico construía e desconstruía castelos, quartos, becos, loucuras, utopias, cores, cheiros
corria o mundo inteiro
dentro e fora
já sentia-se tonto pois assim seguia

desatomizava-se ao som da Lua atingia o Cosmos buscava para que a loucura e brutalidade do mundo fossem neutralizados
em um só pensamento, em muitos movimentos
dançava nas esquinas sentia-se íntimo nos Astros
e corria subia
e descia inalava o ouro em pó do ar nadava pelas águas turvas e também pelas cintilantes
num Circo Místico

inebriado de Deus

24 de maio de 2006

A poesia não tem casa.

Não tem asa. Não dá lucro. Não passa.

Não faça poesia.
Não há quem resista.

29 de abril de 2006

budismo

mentalizo a ação do não viver.
mentalizo o meu viver.

saio de ti.
vou pra mim.
sonho contigo, sigo assim.
e quem sabe agora, vou entender porque o mundo não é só você.

aqui canto o dia em que vai chover.

delicadamente bruta

sigo na conduta
sempre na escuta
piro que sou isso
e sou bruta

delicadamente deliciosa
sinto medo de rosa
e segurança diante de um detento

a arte
a vida no alfinete

a esperança na morte

o cinema

a sétima e primeira arte

alarde

o psi.
o psi.

toda a terapia do tempo do ser humano.
 toda a transfusão mental de sangue vital: a ideia.

toda a epopeia.

assim...

delicadamente bruta.

cientificamente espiritual.

analogicamente digital.

2 de abril de 2006

existo
logo peso cheiro choro vejo rogo peço durmo

ex isto
ex aquilo
logo mudo páro e piro e pairo e estudo
ex tudo

existo



a insistência da existência