8 de janeiro de 2007

sou o canto do pássaro
o gosto do sal
a atitude inusitada
o sorriso natural
o verso perdido no ar
o sabor peculiar do amor

sou o brilho nativo
a sede daquele que corre
sou o translúcido sonho de viver

sou a seiva da flor
o binômio perfeito
o som
o om

acalmo o coração enganado
situo a alma vazia
ou a cheia
vejo por todos os olhos
ando por todas as terras

vôo

26 de dezembro de 2006

Tu não existes.

Tu és minha máxima e mais rebelde projeção. Sonho. Canção.

Êxtase.
Tu és tudo o que eu não sei.

14 de dezembro de 2006

Saí fora dos pensamentos, das regras, dos raciocínios.

Saí dos autores, dos títulos, dos noticiários,
da obrigatoriedade padrão.
Da restrição das constituições.

Aconceitual.

19 de outubro de 2006

o umbigo do mundo

assim
assado
de novo
amado
estorvo
estável
cintilante
inefável
único
búdico
cíclico
acústico
translado

estando
neste
estado
sigo
eu e minha vela

2 de outubro de 2006

EXPRESSO GRAFIA

Expresso grafia na vida
Gravo a inverbal arte de viver
Medito na letra sem rodeios e saio disto tudo com mais palavras por entre as vértebras

Navego no mar do nome
No teu nome

Grafo em mim, em ti, em nenhum lugar
Grafo no virtualístico presente
efêmero pleno e trans-dimensional

Espirro palavras e reticências
Sem ciência.

15 de agosto de 2006

caminho
rumo ao
caminho
não-linear
estreito
multicolor
uníssono
uno
dançante
mágico
artístico
plástico
místico
aguado
estrelado
supremo
de
deus
de
eu

8 de agosto de 2006

genética

somos puros mistérios ambulantes
caminhando
somos educados
apesar do sonho da organização e perfeição, o Cosmos é caos

misteriosa confusão fluída

fecho meus olhos
vislumbro minhas vísceras


abro meus olhos e vejo o Lilah
a pirotecnia dos sentidos

- penso em todos os mistérios banidos pelos cinco sentidos que o homem acha que têm

a vida é a mais bela física


e vejo o globo vesgo lotado:
torno-me, automaticamente, espiritual.




parem tudo, sintam o cheiro,

sejam ofuscados

abram-se, mortais!
por Deus!

o Mistério caminha nas veias