em ti a literatura, o vôo, o sonho, a mitocôndria
em ti, o passo, o traço, a esfera, a terra
toda a minha verdade e prostituição
em ti vejo o reflexo multipolar da realidade concreta e subjetiva
que me habita.
narcísica, me vejo em ti.
sublimo medos obscuros, profundos e duros em nome de uma visão de ti -
um relance que seja, um vislumbre charmoso, uma gota da tua existência pode abrasar a minha terra
diminuir a loucura genética psicotrópica astrofísica que intuo -
em mim e no mundo
em ti passo dias, anos, vidas.
em ti arte, filosofia barata, verdades fantasiosas, esgrimas energéticas, amor frenético.
circo, governo, tpm; ineditismos raros, religião, carícia.
em ti tanta discordância, em meio a tanta abundância...
tudo que fui, nada que vivi.
em ti meus dias e noites de afeto, em ti meu feto.
em ti encontro deus.
o deus que origina a vida, sem forma ou fórmula.
em ti, vi em mim a eternidade, o espaço galáctico das almas.
de verdade em verdade, cheguei aqui, em nós.
e vejo dentro desse universo, luz: arte por todos os poros.
até beber água se tornou mais poético.
tudo e nada.
somos o que quisermos.
de sonho a teto.
30 de setembro de 2009
28 de junho de 2009
Formas Nominais:
infinitivo: ser
gerúndio: sendo
particípio: sido
Presente do Indicativo
eu sou
tu és
ele é
nós somos
vós sois
eles são
Imperfeito do Indicativo
eu era
tu eras
ele era
nós éramos
vós éreis
eles eram
Perfeito do Indicativo
eu fui
tu foste
ele foi
nós fomos
vós fostes
eles foram
Mais-que-perfeito do Indicativo
eu fora
tu foras
ele fora
nós fôramos
vós fôreis
eles foram
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu seria
tu serias
ele seria
nós seríamos
vós seríeis
eles seriam
Futuro do Presente do Indicativo
eu serei
tu serás
ele será
nós seremos
vós sereis
eles serão
infinitivo: ser
gerúndio: sendo
particípio: sido
Presente do Indicativo
eu sou
tu és
ele é
nós somos
vós sois
eles são
Imperfeito do Indicativo
eu era
tu eras
ele era
nós éramos
vós éreis
eles eram
Perfeito do Indicativo
eu fui
tu foste
ele foi
nós fomos
vós fostes
eles foram
Mais-que-perfeito do Indicativo
eu fora
tu foras
ele fora
nós fôramos
vós fôreis
eles foram
Futuro do Pretérito do Indicativo
eu seria
tu serias
ele seria
nós seríamos
vós seríeis
eles seriam
Futuro do Presente do Indicativo
eu serei
tu serás
ele será
nós seremos
vós sereis
eles serão
18 de março de 2009
eu sou bipolar
eu sou o sol
eu sou a lua
eu sou tripolar
eu sou o mar
eu sou o vento
eu sou a areia
eu sou quadripolar
eu sou o fogo
eu sou a luz
eu sou a água
eu sou a brisa
eu sou unipolar
eu sou Deus
Eu sou único
Eu sou tudo
Eu sou você
Eu sou o todo
Eu sou multipolar
Eu sou o eterno presente
Eu sou tudo
Eu sou nada
kayky avraham
eu sou o sol
eu sou a lua
eu sou tripolar
eu sou o mar
eu sou o vento
eu sou a areia
eu sou quadripolar
eu sou o fogo
eu sou a luz
eu sou a água
eu sou a brisa
eu sou unipolar
eu sou Deus
Eu sou único
Eu sou tudo
Eu sou você
Eu sou o todo
Eu sou multipolar
Eu sou o eterno presente
Eu sou tudo
Eu sou nada
kayky avraham
14 de outubro de 2008
dona antônia de queiroz, sem número.

uma criança foi lançada, como um cometa, do céu.
em direção ao chão.
uma criança, contra o chão, produziu um barulho absurdamente seco e poderoso.
a criança ali, no chão. 12:30. caiu do prédio. no meio da rua. caiu do céu...sem véu. de rosa. ela vestia rosa.
eu não queria ter essas informações. nem cinéticas, nem épicas, nem bestas. tudo besta...eta vida besta, dizia o Poeta...
meu corpo não podia digerir aquela informação.
a divina comédia.
ou a tragédia divina?
a sina do olhar, numa sociedade cheia, pós-lotada, contemporânea e rudimentar a um só tempo.
a morte e o movimento.
o deus nos acuda, a liberdade estética, a demência política, a sinestesia artística, as vanguardas religiosas, os deuses, os semi-deuses, todos aqui e agora; a vida cibernética, a ética, os sonhos de todos os que se mexem, e dos que não, a vida acontecendo urbana, suburbana, desumana.
a menina de rosa caiu...
de altos andares.
não gritou.
o seu não-grito me socou.
nao houve grito.
parece que houve rito...
uma menina, que vestia um moleton rosa.
a menina, a menina-mulher, voou.
3 de outubro de 2008
Eu saí da minha terra / Por ter sina viageira
Cum dois meses de viagem / Eu vivi uma vida inteira
Saí bravo, cheguei manso / Macho da mesma maneira
Estrada foi boa mestra / Me deu lição verdadeira
Coragem num tá no grito / E nem riqueza na algibeira
E os pecado de domingo / Quem paga é segunda-feira
anônimo
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