28 de março de 2014

dentro de mim o abismo.
fora de mim o mundo - a transparência do bem e do mal, gritante e aguda.

confusão.
luz.
treva.
medo.
raiva.
revolta.
sonhos.
restos da natureza.

questionei a espiritualidade, as artes, as letras:
tudo que corre pelas minhas veias. 

sinto qualquer esperança em meio ao caos, aqui e ali...

e respiro, na cansada esperança de aprender a surfar na barbárie.

as pseudo-civilizações do século 21 são barbárie. 

(a história humana é barbárie.)

diante do caos, só a arte. mas e quando nem a arte parece responder ao caos sufocante da ignorância humana?

vida.
vida agora.

14 de abril de 2013


eu não tenho a medida do mundo.

minhas medidas são outras. são tantas. são poucas. são ocas?

cada louco com seu universo.
eu não quebro computador no meio da avenida, nem mordo a calçada.

mas tenho outras medidas. 

4 de janeiro de 2013

adolescente: aborrecente

fluorescente
indecente
louco doido divertido onipotente

inconsciente?
inconsistente?

de repente explode

o que nem deus explica

5 de outubro de 2012

chega de gozarmos através dos outros.

gozemos por nós mesmos.

em nossas vidas.

em nossas lidas.


10 de julho de 2012

17 de junho de 2012

já vi tuas faces.
agora vejo a minha.
e hei de me apaixono por mim!...

doce surpresa, doce meta.

as verdades são tantas e tão organicamente eternas, que o melhor que faço é mergulhar na minha essência, essa coisa que dizem que nos acompanha vida afora.

com todas as forças que possa  lutarei pela vida sem codependência de nada nem de ninguém, de nada virtual ou concreto. 

sonhar parcerias.
somas de energia.
projetos emocionais positivos.
não relações over doentes. over dementes. over latentes.

não.

xô zebu. xô egum. xô sangue suga. xô encosto humano. xô gente que não suga sangue, mas suga toda energia...

serei eu.

sem egoísmo. com lirismo.

e buscarei meu amor. por aí perdido, na selva de pedras.
para nossa soma de forças, ideias e alegrias.

mergulharei online em mim mesma.
para lá ou para cá, aqui ou acolá.
serei um bom radar, e darei o meu melhor.
ainda que seja pouco. ainda que seja torta.
ainda que seja rara, estranha e sofra para ser quem sou.


ouvirei tudo e todos.
tudo que é autêntico.
todas que me cantarem os cantos das sereias.

serei meu melhor guia. 
e assim chegarei ao elo perdido, à família perdida, àquela que escolhemos, à dedo, na batalha fenomenal da vida.

te procuro, meu amor!
sem pressa.


(...mas, se me sentires passar, dá um sinal qualquer de fumaça?)