25 de julho de 2006

eu canto porque sou eterna
terráquea e pássara
eu canto porque tantos muitos já cantaram
e tantos outros eternamente cantarão

cantar a vida - essa necessidade fisiológica do poeta

eu canto como ando como como
canto porque minha vida é essa

observar com os eternos sentidos humanos

voar por entre mentes
abrir as portas todas, arremessar cadeados, pintar as ruas, libertar aquele que não sorri, ou aquele que não pensa, sentir-me brutalmente burra, e brutalmente genial

canto porque como
meu alento
meu sustento

a caneta é a ponte ao trono imperial

o amor é a canção cósmica
a poesia do Tao



canto porque o mundo me encanta
as coisas castigadas, condenadas e pouco óbvias
e todas as óbvias
e as sem-nome
as sem-cor

eternamente cantando
na caneta.

2 comentários:

sulca disse...

é um total de

furacão no crânio
trabalho intenso
lugar estranho

cantabem
saudações pras tuas canções.

tiara disse...

Soa música mesmo. Acho que era a intenção? Mas parece que ao ler já se escuta melodia.
T amo
ti